sábado, janeiro 16, 2010

Regresso à incerteza

Voltei a não saber o que escrever.
De quando em vez, numa viagem trivial, de carro, ou enquanto espero pelo almoço no restaurante... enfim, nas situações em que tentamos ocupar a nossa cabeça com qualquer coisa que nos ajude a passar o tempo... nessas alturas, penso num assunto que, à primeira sensação, me parece óptimo para desenvolver e criar um texto interessante. Fico, desde esse primeiro momento, com essa ideia na cabeça, enquanto, muito a custo, durante o resto do dia, vou tentando realizar todas as tarefas com a eficiência que me é exigida. Ao mesmo tempo, desenvolvo outras ideias que complementam a primeira e chego mesmo a pensar que, no fim do dia, terei reunidas todas as condições para escrever um texto brilhante.
No fim de jantar, ligo o computador e abro o meu blog. É no momento que clico na "Nova mensagem" que tudo se parece dissipar. Parece que todas as frases, as ideias, as palavras, as letras, se dissipam por entre os dedos e se escondem por detrás do teclado, apavoradas com a ideia de serem expostas ao mundo que está para além de mim.
Se nos primeiros instantes ainda experimento guardar um rascunho para mais tarde, noutro dia, explorar, com o passar da noite desisto e elimino de vez as ideias, que assim soltas e sós me parecem ridículas, vazias. Como, aliás, este texto que insisti em escrever.

6 comentários:

José Dionel disse...

hmmm... E post's????


:P


Abraço

... a cada instante ... disse...

Hummm... há dias, semanas assim... As eternas crises existênciais, ou simplesmente, falta de inspiração.
Lê um livro. Ajuda. :)

Abraço.

Anónimo disse...

tenho a certeza de que serás uma pessoa inteligente. Por isso não entender a "cópia" (ou plágio) do titulo do livro de Luis Sepúlveda,"o Velho que lia romances de amor"...mas tu lá saberás porquê.

Vavá Baptista disse...

A idéia de escrever me inspira, mas no momento da nova postagem, as palavras somem. Já pensei em escrever o mesmo, embora nunca o tenha começado...
Escreva, apenas escreva para o mundo sem imaginar que seu texto vai ser lido.

Mariana disse...

O importante é escrever o que nos vai na alma, no coração! Só assim cada letra, cada palavra passa a fazer sentido.

Rui disse...

Tens razão, Mariana!
Talvez tenha a alma vazia...